Nasceram em Boticas
O patrono do agrupamento, um padre que escreveu a história da sua aldeia, um Prémio LeYa e a nossa diretora.
GM
Gomes Monteiro
Joaquim Gomes Monteiro · 1893 — 1950
Jornalismo, biografia, romance e poesia. Nasceu em Vilarinho Seco, freguesia de Alturas do Barroso, em 1893, e morreu em Lisboa em 1950. É o patrono do nosso agrupamento. Foi jornalista — n’O Século e no Diário de Notícias — e escreveu biografias de Bocage e de Gomes Leal. Em Feras no Povoado deixou o retrato do Barroso e de Eiró, a terra da família.
A vida dele, na página do Patrono →
Obras principais
- As Mulheres que Amaram Jesus (1932, poesia)
- A Inocência de Urbino de Freitas (1933)
- Bocage, Esse Desconhecido (1941)
- Vencidos da Vida (1944)
- Feras no Povoado (1947) Está na biblioteca: Feras no Povoado →
- O Drama de Gomes Leal (1948)
- A Revisão do Processo de Jesus (1950)
Fonte: A página do Patrono, neste sítio (sobre Gomes Monteiro)
AC
Padre Artur Couto
Artur Monteiro do Couto · n. 1934
Crónica e história local. Nasceu em Sapiãos em 1934. Padre, licenciado em Teologia, escreveu em jornais da região — A Voz de Chaves, Notícias de Trás-os-Montes, Ecos de Boticas. Em 1998 publicou Sapiãos, a história e o património da sua aldeia. Escreveu também crónicas num blogue a que chamou Beleza Serrana; depois da sua morte, foram reunidas num livro com o mesmo nome, lançado em 2018, quando abriu em Sapiãos a biblioteca que tem o nome dele — feita com os livros que eram seus.
Fontes: Notícias do Douro (sobre Padre Artur Couto; abre noutro separador) · Biblioteca Nacional (sobre Padre Artur Couto; abre noutro separador) · Boletim Municipal de Boticas n.º 17, dez. 2018 (sobre Padre Artur Couto; abre noutro separador)
JB
José Carlos Barros
José Carlos Costa Barros · n. 1963
Poesia e romance. Nasceu no concelho de Boticas em 1963. Arquiteto paisagista, foi diretor do Parque Natural da Ria Formosa e vive no Algarve. Ganhou o Prémio LeYa de 2021 com o romance As Pessoas Invisíveis e, duas vezes, o Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama.
Obras principais
- O Dia em Que o Mar Desapareceu (2003)
- Sete Epígonos de Tebas (poesia)
- O Uso dos Venenos (poesia)
- Um Amigo para o Inverno (2013, romance)
- Penélope Escreve a Ulisses (2021, poesia)
- As Pessoas Invisíveis (2022, romance, Prémio LeYa)
- Taludes Instáveis (2024, poemas escolhidos)
Fontes: Observador, 7 dez. 2021 (sobre José Carlos Barros; abre noutro separador) · Postal do Algarve, 29 abr. 2024 (sobre José Carlos Barros; abre noutro separador) · Boletim Municipal de Boticas n.º 18, jun. 2019 (sobre José Carlos Barros; abre noutro separador)
AM
Ana Luísa Pires Monteiro
Boticas
Fotografia. Nasceu no concelho de Boticas. Professora, é a diretora do nosso agrupamento. É autora de As Verticalidades de Barroso, um livro de fotografia publicado em conjunto com As Horizontalidades de Barroso.
Obras principais
- As Verticalidades de Barroso (fotografia)
Fontes: o nosso agrupamento · Ecomuseu de Barroso, loja (sobre Ana Luísa Pires Monteiro; abre noutro separador) · Bairro dos Livros, edições (sobre Ana Luísa Pires Monteiro; abre noutro separador)
Nasceram em Montalegre
Romancistas e poetas, padres e professores que guardaram a memória das aldeias, e quem foi viver para longe.
VB
Victor Branco
Victor Manuel Gonçalves Branco · 1863 — 1947
Crónica e memórias. Nasceu em Frades, no concelho de Montalegre, em 1863, e morreu em 1947. Advogado e tabelião, foi presidente da Câmara de Montalegre. Deixou crónicas e lembranças da terra; Bento da Cruz escreveu a vida dele num livro de 1995, Victor Branco: escritor barrosão.
Obras principais
- Cartilha Eleitoral (1898)
- Carta Aberta, em Forma de Crónica (1936)
- Reminiscências do Passado (1941)
- Almanaque de Lembranças Locais (1941)
Fontes: Notícias do Douro, 2023 (sobre Victor Branco; abre noutro separador) · Biblioteca Nacional (o livro de Bento da Cruz) (sobre Victor Branco; abre noutro separador)
AA
Artur Maria Afonso
1882 — 1961
Poesia e jornalismo. Nasceu no concelho de Montalegre em 1882 e morreu em Chaves em 1961. Chamam-lhe «o maior poeta barrosão». Funcionário das Finanças e professor, fundou aos 18 anos o jornal O Barrosão e assinou também como Rosmaninho e Pirilampo. Era pai do pintor Nadir Afonso.
Os livros sobre o filho, o pintor Nadir Afonso, na biblioteca →
Obras principais
- Alvoradas (1909, poesia)
- Boninas de Chaves (1942, poesia)
- Orações ao Vento (1982, poesia, depois da morte)
Fontes: A Voz de Trás-os-Montes, 2010 (sobre Artur Maria Afonso; abre noutro separador) · Ruas com história, 2018 (segue o dicionário de Barroso da Fonte) (sobre Artur Maria Afonso; abre noutro separador) · Universidade do Porto: Nadir Afonso (sobre Artur Maria Afonso; abre noutro separador)
BG
Bento Gonçalves
Bento António Gonçalves · 1902 — 1942
Memórias e escritos políticos. Nasceu em Fiães do Rio em 1902 e morreu no Tarrafal, em Cabo Verde, em 1942. Dirigente operário, foi secretário-geral do Partido Comunista Português. Preso pela ditadura e mandado para o campo do Tarrafal, escreveu lá — em papel de sacos de cimento — a história do movimento operário que se publicou como Palavras Necessárias.
Obras principais
- Duas Palavras (1941)
- Palavras Necessárias (escritas no Tarrafal)
Fontes: Museu do Aljube (sobre Bento Gonçalves; abre noutro separador) · Biblioteca Municipal de Montalegre, mar. 2021 (sobre Bento Gonçalves; abre noutro separador) · Arquivo Marxista (sobre Bento Gonçalves; abre noutro separador)
BC
Bento da Cruz
Bento Gonçalves da Cruz · 1925 — 2015
Romance, conto, crónica e poesia. Nasceu em Peirezes, freguesia da Chã, em 1925, e morreu no Porto em 2015. Médico — primeiro no Barroso, depois no Porto. Inventou duas aldeias, Gostofrio e Lamalonga, para contar a vida, a fala e as crenças do planalto, e escreveu sobre a guerrilha antifranquista na fronteira. Ganhou o Prémio Fialho de Almeida, o do Diário de Notícias e o do Eixo Atlântico.
Fontes: Biblioteca Municipal de Montalegre, fev. 2019 (sobre Bento da Cruz; abre noutro separador) · Câmara Municipal de Montalegre, 2015 (sobre Bento da Cruz; abre noutro separador) · Biblioteca Nacional (sobre Bento da Cruz; abre noutro separador)
FM
Fernando Moura
Fernando Gonçalves de Moura · n. 1930
Memórias. Nasceu no lugar do Barracão, concelho de Montalegre, em 1930. Foi pastor, comerciante e mediador de seguros. Em Barroso e as Chegas de Bois registou 167 chegas — as lutas dos bois do povo, uma das tradições mais fortes do planalto.
Obras principais
- Barroso e as Chegas de Bois (1995)
- A Vida de um Barrosão (memórias)
Fonte: Câmara Municipal de Montalegre, «Quem é Fernando Moura?» (sobre Fernando Moura; abre noutro separador)
MN
Maria Eugénia Neto
Maria Eugénia da Silva Neto · n. 1934
Poesia e contos, também para crianças. Nasceu em Montalegre em 1934 e cresceu em Lisboa. Casou com Agostinho Neto, poeta e primeiro presidente de Angola. O conto …E nas Florestas os Bichos Falaram recebeu um prémio de honra e foi escolhido para a exposição «Os mais belos livros do mundo», em Leipzig.
Obras principais
- Foi Esperança e Foi Certeza (1976, poemas)
- …E nas Florestas os Bichos Falaram (1977, conto)
- O Soar dos Kissanges (2000)
Fonte: Câmara Municipal de Montalegre, 28 fev. 2019 (sobre Maria Eugénia Neto; abre noutro separador)
BF
Barroso da Fonte
João Barroso da Fonte · n. 1939
Poesia, etnografia, história e jornalismo. Nasceu em Codeçoso da Chã — hoje na freguesia de Meixedo e Padornelos —, no concelho de Montalegre, em 1939. Jornalista desde os anos cinquenta, foi correspondente do Jornal de Notícias e dirigiu O Comércio de Guimarães. Escreveu poesia, livros sobre os costumes do Barroso e um dicionário dos transmontanos ilustres.
Fontes: Câmara Municipal de Montalegre, homenagem de 2011 (sobre Barroso da Fonte; abre noutro separador) · Biblioteca Nacional (sobre Barroso da Fonte; abre noutro separador)
PF
Padre Fontes
António Lourenço Fontes · n. 1940
Etnografia e história local. Nasceu em Cambeses do Rio, concelho de Montalegre, em 1940. Pároco de Vilar de Perdizes desde 1971, estudou e registou as crenças, a medicina popular e a vida comunitária do Barroso. Começou em 1983 o Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes e dirigiu o jornal Notícias de Barroso.
Obras principais
- Usos e Costumes de Barroso (1972, com Barroso da Fonte e Alberto Machado)
- Etnografia Transmontana I — Crenças e Tradições de Barroso (1974)
- Etnografia Transmontana II — O Comunitarismo de Barroso
- Medicina Popular Barrosã (1995, com João Gomes Sanches)
- Património Luso-Galaico (2020)
- Diários (2023)
- Misarela — A Ponte do Diabo (2006, para crianças) Está na biblioteca: Misarela — A Ponte do Diabo →
Fontes: Câmara Municipal de Montalegre e CIMAT (sobre Padre Fontes; abre noutro separador) · Biblioteca Nacional (sobre Padre Fontes; abre noutro separador)
DB
José Dias Baptista
n. 1941
Obras principais
- Terra Fria (1963, poesia, com o nome Miguel Montes)
- O País Barrosão (1991–1993, três volumes)
- Cancioneiro Popular Barrosão (2000)
- Montalegre (2006) Está na biblioteca: Montalegre →
- Foz do Tédio (2017, poesia)
Fontes: Notícias do Douro, 2023 (sobre José Dias Baptista; abre noutro separador) · Câmara Municipal de Montalegre (sobre José Dias Baptista; abre noutro separador)
RB
Rogério Borralheiro
Rogério Capelo Pereira Borralheiro · 1952 — 2008
História. Nasceu em Salto, concelho de Montalegre, em 1952, e morreu em Braga em 2008. Professor do ensino primário, licenciou-se em Ensino da História e Ciências Sociais e fez o mestrado em História das Populações na Universidade do Minho. Estudou a história da escola e das terras da região — Chaves, Boticas, Montalegre, Tourém — e publicou, com José Viriato Capela, as Memórias Paroquiais de 1758 de vários concelhos e distritos do Norte. Foi vereador da Câmara de Montalegre.
Fontes: Notícias do Douro (sobre Rogério Borralheiro; abre noutro separador) · Biblioteca Nacional (sobre Rogério Borralheiro; abre noutro separador)
Teatro, poesia e romance. Nasceu em Montalegre em 1956. Começou como ator e é um dos dramaturgos portugueses que mais peças escreveram. Em 2009 ganhou o Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva com Jardim Suspenso.
Obras principais
- Corações Piegas (1996, romance)
- Asas para Que Vos Quero (1997, romance)
- Eis o Amor a Fome e a Morte (1998, poesia)
- Inter-Rail (1999, teatro)
- Algures entre a Resposta e a Interrogação (2002, ensaio)
- Jardim Suspenso (teatro)
Fontes: Jornal de Letras, no sítio do Camões, 2009 (sobre Abel Neves; abre noutro separador) · Teatro Nacional São João (sobre Abel Neves; abre noutro separador)
JP
Jerónimo Pamplona
Padroso
Memórias. Nasceu em Padroso, aldeia do concelho de Montalegre. Foi diretor na indústria farmacêutica em Angola e em Moçambique. Em dois livros de memórias contou esses anos e a aventura da emigração portuguesa.
Obras principais
- Angola Noutros Tempos (2016)
- Andanças & Contradanças — A Aventura da Emigração Portuguesa (2018)
Fontes: Câmara Municipal de Montalegre, 2016 (sobre Jerónimo Pamplona; abre noutro separador) · Câmara Municipal de Montalegre, 2018 (sobre Jerónimo Pamplona; abre noutro separador)
Sobre esta página
Quem está aqui. Escritores que nasceram nos concelhos de Boticas e de Montalegre
e publicaram pelo menos um livro — romance, conto, poesia, teatro, crónica, memórias, história ou
etnografia. Estão por concelho e pelo ano em que nasceram.
De onde vem o que se diz. A terra e as datas de cada um vêm das fontes que estão
no fim de cada nota: as câmaras municipais, a Biblioteca Nacional, jornais e universidades. Quando
uma data ou um lugar não ficou certo, preferimos não o escrever. Não pomos retratos: os quadrados
têm só as iniciais.
Falta alguém? Se conheces um escritor nascido em Boticas ou em Montalegre que não
esteja aqui — ou se alguma coisa está errada —, diz-nos pelo botão «Ajuda».
Outubro de 2026.